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 Post subject: Re: NOTICIAS SOBRE ANGOLA
PostPosted: Sun May 09, 2010 12:30 pm 
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Táxis do Mar em Luanda

Já pensou se vivesse na Samba, Ramiro, Benfica e arredores, mas não precisasse de acordar todos os dias às 4 ou 5 horas, mas mesmo assim chegaria cedo ao local de trabalho, no centro da cidade, sem ter de suportar o inevitável engarrafamento que se verifica diariamente na Estrada da Samba? Se duvida, então acredite que esta possibilidade poderá tornar-se realidade assim que a empresa Fast Sea Transport (Transportes Marítimos Rápidos) começar as suas actividades.

O sofrimento por que passam muitos dos seus amigos, colegas e familiares, que acordam às primeiras horas da manhã e regressam às suas casas à meia-noite, completamente estafados, inspirou o empresário do sector da construção civil, Ernesto Arenas Fariñas, a criar uma alternativa de transporte, que vai ter o mar como via em vez do asfalto.

“O motivo que nos fez criar esta companhia é a necessidade tão grande de transportes e os contratempos sofridos por causa do trânsito que temos nas nossas vias. É um projecto viável a nível das pessoas e vai dar uma vida sã às pessoas e às próprias companhias onde trabalham”, justificou o empresário, acrescentando que “estamos a dar os últimos retoques no que diz respeito às operações. Acreditamos que dentro de um ou dois meses estaremos a funcionar”.

Fariñas diz que formou a Fast Sea Transport para oferecer uma nova alternativa de qualidade, reduzindo o tempo de transporte daqueles que escolheram a zona sul de Luanda para viver, mas que, por imperativos de deslocação têm que transitar diariamente pelas estradas da Samba e a Avenida 21 de Janeiro para chegarem à Baixa de Luanda.

Com a marina e o ‘quartel-general’ instalado no Futungo, nas proximidades da Administração Comunal daquela área, a empresa espera efectuar trajectos estratégicos na baía de Luanda, como o Clube Naval e o Porto de Luanda, assim como a base da Sonils, na zona da Boavista, na Ingombota. A Fast Sea Transport ambiciona tornar-se na melhor alternativa de transporte marítimo no país, aumentar a frota de embarcações para a baía de Luanda e outras províncias.

Os seis barcos-táxis, fundeados ao largo da costa da comuna do Futungo, podem efectuar os percursos mencionados, estimados em cerca de 28,44 quilómetros num tempo máximo de 35 minutos, a julgar pelas experiências feitas e comprovadas pela equipa de reportagem deste jornal.

Na viagem experimental, ocorrida na quarta-feira, 5, que teve como ponto de partida a marina da empresa, situada defronte à Administração do Futungo, conseguia-se divisar em três minutos o condomínio Imbondeiro, à entrada do Kapossoka, em quatro, o condomínio Morro Bento, na estrada da Samba, e em seis, a imponente residência cor-de-rosa, construída no cimo de uma das montanhas no Morro da Luz.

Em 12 minutos, os repórteres deste jornal, marinheiros e alguns responsáveis da empresa observavam parte da comuna da Chicala, já à entrada da baía de Luanda, onde alguns moradores do Luanda Sul e arredores chegam depois de percorridas duas ou três horas em engarrafamentos nas vias da Samba e 21 de Janeiro.

Devido a alguns constrangimentos de ordem técnica, os desembarques vão ocorrer apenas no restaurante Cais de 4, junto à Casa dos Desportistas, estando já assinado um acordo com os seus responsáveis para que as embarcações atraquem no local e os passageiros possam também embarcar.

“Angola tem um mar divino para este tipo de actividade. Aqui não há tornados nem furacões como acontece noutras partes do mundo”, comentou um dos viajantes, realçando ter observado serviços semelhantes em cidades como Nova Iorque (Estados Unidos da América), Sidney (Austrália), Cartagena (Colômbia), Londres (Inglaterra) e em Cuba.

Os barcos foram baptizados de Ulysses, Daniela, Federico, Mario, Verónica e Rai, nomes dos filhos e promotores do projecto empresarial.

Cada uma das embarcações pode transportar 24 passageiros. O manual de segurança, que todos os clientes terão direito antes da viagem, refere que cada embarcação possui 26 coletes salva-vidas e uma balsa rígida, um kit para primeiros socorros, dois extintores, uma eco-sonda GPS, rádio de comunicação e um foguete.

Ernesto Fariñas acredita que pensaram em quase tudo para garantir segurança a todos os que utilizarem no futuro o serviço rápido de táxi marítimo. Essa garantia, segundo ele, não é só a nível da segurança das pessoas, mas também na vertente ecológica para que a água não seja prejudicada.

“Nós pretendemos fazer travessias entre as seis da manhã e as 18 horas, principalmente num período em que opticamente conseguimos controlar qualquer contratempo que podemos encontrar no decurso das operações”, disse o director.

Ainda não existe um preço estabelecido, mas prevê-se, segundo Ernesto Fariñas, que seja uma quantia razoável que todos os cidadãos poderão pagar. Algumas companhias ou grupos empresariais poderão beneficiar de descontos especiais.

Diariamente, várias pessoas, que vivem nas proximidades das instalações da empresa, questionam os seus directores sobre as razões que fazem com que até ao momento ainda não estejam a navegar, desconhecendo algumas questões de ordem técnica e administrativa que faltam para o “barco” partir.

O próprio mentor do projecto quer começar já e garantiu que não aguenta mais ouvir as lamentações de amigos e parentes que se queixam diariamente de se levantarem às quatro horas e irem dormir às 24 horas.

“Isso é algo que funciona em outros países, mas aqui em Angola pretendemos dar uma outra vida às pessoas.

Porque não é normal que uma pessoa saia sempre de manhã e deixa os filhos a dormir e, quando regressa, encontra-os na mesma condição. A família só existe no fim-de-semana. Psicologicamente é frustrante e a qualidade de vida é nula. É algo stressante para o dia-a-dia”, justificou Fariñas.
Táxis vs. Ferry-boat

Há dois anos, um alto responsável do Ministério dos Transportes garantiu que as cidades-satélite de Benfica e Cacuaco teriam uma alternativa marítima, que seria assegurada por três embarcações que já tinham sido encomendadas e pagas pelo Governo.

Na altura, acreditava-se que as embarcações chegassem ao país o mais rápido possível como parte de um plano que visava minimizar o congestionamento do trânsito, mas até ao momento não aconteceu.

“Ferry-boat é um navio que envolve um maior número de pessoas e muitos deles até podem levar carros. A nossa empresa criou um transporte de passageiros rápido, são filosofias diferentes e não seremos uma ameaça para o Governo”, defendeu-se o responsável da Fast Sea Transport.

Fariñas acredita que pretendem ajudar e permitir que os funcionários cheguem mais rápido aos locais de trabalho sem fadiga.


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PostPosted: Wed May 12, 2010 10:10 pm 
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Estudantes universitários envolvidos em fraude


A Universidade Independente de Angola (UNIA) informou ontem, à imprensa, que o sistema de registo electrónico de consulta de notas dos estudantes foi invadido, o que culminou na alteração da pontuação de alguns alunos.
Segundo o vice-reitor para os assuntos científicos daquela instituição, Nuno Gomes, as irregularidades no sistema automático foram detectadas graças a um alerta de docentes.
As suspeitas surgiram entre Novembro e Dezembro de 2009, durante defesas de trabalhos de fim de curso, em que alguns professores reconheceram estudantes reprovados na sua disciplina. Outro motivo que levou a direcção a uma série de desconfianças, referiu, é o facto de os alunos dos últimos anos pressionarem de forma suspeita na entrega de certificados e declarações para efeito de trabalho, esclareceu o vice-reitor para os assuntos científicos da UNIA. “Após um processo de averiguação, foram identificadas algumas notas alteradas e acrescentadas, sem suporte documental que justifique, que são pautas assinadas pelo docente responsável de cada disciplina”, comentou. O vice-reitor para os assuntos científicos da Universidade Independente de Angola, Nuno Gomes, garantiu que foram comprovados os acessos ilícitos, inclusive fora das horas de expediente, utilizando palavras-chaves usurpadas a funcionários.
Nuno Gomes esclareceu quem foram os beneficiados descobertos após uma auditoria, e que os presumíreis autores da fraude são estudantes e funcionários do centro informático da universidade. Os suspeitos foram suspensos da actividade laboral. O vice-reitor para os assuntos científicos da UNIA afirmou que o sistema de segurança já foi reforçado e alterado para o “Sistema Biométrico” (com reconhecimento de impressões digitais), e está em fase de actualização.
Considerando a gravidade da situação, disse, a direcção da universidade suspendeu todos os actos administrativos relacionados com a emissão de certificados, declarações e informações de notas durante o período da auditoria.
O caso está entregue à Direcção Provincial de Investigação Criminal de Luanda, e neste momento sob averiguação. Decidiu tornar pública a informação no sentido de alertar as instituições do país, em particular as universidades, por formas a estarem cada vez mais atentas a esse tipo de fraudes.
A Universidade Independente de Angola tem cerca de cinco anos, e lecciona os cursos de Engenharia Civil, Engenharia de Recursos Naturais e Ambiente, Engenharia Electrónica e Telecomunicações, Ciências de Comunicação, Gestão e Marketing e Direito.


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PostPosted: Sun May 16, 2010 9:20 pm 
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Confisco de dólares aumenta em Luanda


Os indicadores sobre o confisco de divisas no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, durante o primeiro trimestre deste ano, representam 33,5 por cento dos dados sobre a apreensão de moeda estrangeira reunidos em todo o território nacional em 2009.
Um total de 4,7 milhões de dólares norte-americanos é o saldo contabilístico dos primeiros indicadores de 2010 sobre a transacção ilegal do dólar em Angola, contra os mais de 14 milhões de dólares conseguidos no balanço final do ano passado. Nesse montante, não se incluem os 311.425 euros que também fazem parte das apreensões conseguidas nos indicadores do primeiro balanço de 2010, apenas no Aeroporto 4 de Fevereiro, contra os 935.571 euros em 2009, dado que representa um crescimento de 33 por cento.
As autoridades aeroportuárias retiveram igualmente, no primeiro trimestre, nove mil 430 dirhans (Emiratos Árabes Unidos), 260 rands (África do Sul), 544 reais (Brasil), 13 mil 441 yuan (China), 100 libras (Inglaterra), 230 dólares namibianos, 14.764 rmb (Renminbi – a moeda válida na China, excepto Hong Kong e Macau), 23 mil rupias (Índia), 850 bath (dinheiro da cidade de Bath – Inglaterra, Património Mundial) e 49.740 rublos (Rússia).
No balanço anual de 2009, em todo o território nacional, além do montante já referido de dólares e euros, foram igualmente surpreendidos cidadãos na posse de 1.044 dólares canadianos, 46.240 dólares de Hong Kong, dez dinares, 50.247 dirhans, 85.042 escudos, 600 meticais, 160 rands, 1.227 reais, dez mil francos CFA, 201 mil shilings, dois mil won, 66 mil 246 yuan e 25.469 libras.
Os valores apreendidos em 2009 indicam um crescimento de 12,24 por cento, comparativamente ao somatório do ano de 2008, que contabilizou quase 12,5 milhões de dólares norte-americanos, 1,8 milhões de euros, seis mil dinares, 160 rands e 329.350 shilings.
As infracções por transporte ilegal de capital por cidadãos nacionais e estrangeiros atingiram 224 pessoas. As autoridades que controlam esse movimento ilegal de divisas admitiram que as pessoas surpreendidas têm completo domínio da política monetária cambial em vigor em Angola.

Controlo de moeda

A legislação angolana estabelece que os viajantes que se deslocam para o exterior do país com moeda nacional devem declarar e entregar ao funcionário aduaneiro em serviço esse valor, antes do embarque em qualquer um dos aeroportos internacionais de Angola. As Alfândegas emitem um recibo, em como receberam o valor declarado, para que, de regresso ao país, o viajante possa reaver o valor junto do Piquete Aduaneiro da Alfândega.
Os funcionários aduaneiros, devidamente autorizados, emitem um recibo comprovativo do valor declarado, que fica depositado no banco que opera no terminal. De regresso ao país, o viajante deve, junto do piquete aduaneiro, apresentar os recibos emitidos aquando da saída do país, para reaver o valor depositado.
Relativamente à moeda estrangeira, o viajante que se desloca para o exterior está autorizado a transportar consigo montantes até o equivalente a 15 mil dólares americanos, no quadro do aviso n.º 1, do Banco Nacional de Angola (BNA), de 20 de Janeiro de 2006. Caso o valor exceda o limite estabelecido, o viajante deve apresentar no Piquete Aduaneiro do terminal de embarque do aeroporto internacional a autorização de saída de divisas emitida pelo BNA.
Se o viajante não proceder segundo o exposto, qualquer valor em moeda nacional ou estrangeira não declarado antes do embarque, junto do Piquete Aduaneiro, é apreendido na totalidade, ao abrigo do artigo 512º, conjugado com a alínea c do artigo 509º, do Código Aduaneiro.
A apresentação da declaração de valores continua a ser necessária em países como África do Sul, Portugal e Inglaterra, Estados Unidos e Brasil cuja a legalização impõe limites no transporte de valores por passageiro.


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PostPosted: Thu May 27, 2010 10:48 am 
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RNA, TPA, JA com buracos milionários no INSS

O director do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Sebastião Mixinge, disse a O PAÍS que a Rádio Nacional de Angola (RNA) teve uma dívida muito alta em 2005, e chegou a um acordo com esta instituição para o seu pagamento, apesar dos descontos efectuados aos trabalhadores mensalmente.

Segundo o responsável, a actual Comissão de Gestão da emissora, composta por Filipe Diatezwa, Bartolomeu Sacramento, Perpétua Cabral, Cândido da Rocha Pinto e Lázaro Paulo, depositou apenas em Março deste ano uma quantia de 82 milhões de Kwanzas e restam por pagar 25 milhões.

A Comissão de Gestão é um grupo formado por quadros da própria empresa, técnicos do então Ministério da Economia e consultores especializados para a área de reestruturação orgânica, administrativa e financeira.

“Há uma dívida que eles estão a pagar, mas deviam honrar este pagamento até 2007. Isso significa dizer que, como não honraram, ainda existem outras contas por ver para sabermos o real da dívida”, garantiu Mixinge, contrariando informações postas a circular por elementos dos recursos humanos da emissora de que deviam apenas oito meses.

O volume da dívida pode ser explicado ao facto de vários funcionários da emissora terem descoberto recentemente que as contribuições não eram depositadas. Na edição passada, O PAÍS revelou que isto será um dos motivos que faz com que os trabalhadores da RNA não tenham sido enquadrados no novo sistema de pagamento da segurança social enquanto não honrar com os compromissos passados.

Quanto à Televisão Pública de Angola (TPA), o nosso interlocutor que garantiu os dados existentes indicam que houve regularidade no pagamento da segurança social até 2007, mas deste ano a 2010 existem algumas dívidas por saldar.

Até ao fecho desta edição, uma equipa do Instituto de Segurança Social encontrava-se nos escritórios da estação televisiva, cujos responsáveis solicitaram um prazo para a apresentação das informações e dos respectivos comprovativos de pagamento da contribuição.

A Televisão Pública também está a ser coordenada por uma Comissão de Gestão, encabeçada pelo jornalista Hélder Barber e integra ainda nomes como Sérgio Neto, Gil de Almeida e Suzana Mata.

A direcção do INSS também desconhece a dimensão da dívida que a empresa televisiva, apesar de alguns dos seus funcionários, com mais de 10 anos de trabalho, se terem dirigido a esta instituição, porque os valores que lhes foram descontados nunca foram depositados.

Nas arquivos do órgão dirigido por Sebastião Mixinge consta que os pagamentos do Jornal de Angola estão regulares apenas até 2008, mas os anos subsequentes indicam algumas insuficiências no seu cumprimento.

“As direcções retêm valores que não lhes pertencem, mas vão ter que pagar e com juros. São juros de 2, 5 por cento ao mês. O que significa dizer que para estas empresas vamos calcular os juros até este momento em que estamos a conversar”, especificou Sebastião Mixinge, acrescentando “e o valor da dívida da Rádio Nacional vai crescer juros de 2, 5 por cento ao mês até agora”.

Com excepção do Jornal de Angola, que é dirigido pelo jornalista José Ribeiro, o comando dos outros dois órgãos está nas mãos de gestores nomeados pelo então ministro da Comunicação Social, Manuel Rabelais, mas os mandatos poderão terminar com a entrada em cena dos novos membros dos Conselhos de Administração. Deste modo, o passivo da segurança social será herdado pelos futuros administradores das referidas empresas, tendo em conta que ainda vão encontrar os mesmos funcionários que hoje reclamam as suas prestações não pagas.

A própria ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, garantiu durante uma visita ao Huambo que os conselhos de administração das empresas públicas seriam nomeados brevemente.
Operação Stop

As equipas de fiscalização do Instituto de Segurança Social traçaram um plano para investigarem outras empresas públicas e privadas, incluindo partidos políticos.

“Vamos actuar em empresas e partidos, porque ninguém pode estar a descontar e não depositar os valores. A contribuição é o garante para amanhã beneficiar das prestações que a segurança social dá”, explicou o homem-forte da Segurança Social.

Mixinge contou que na instituição têm aparecido vários trabalhadores, alguns dos quais prestes a entrarem para a reforma, mas não possuem uma única contribuição. Isso obriga que os trabalhadores reclamem junto das empresas para regularizarem.

Apesar da irregularidade, existem empregadores que solicitam um perdão das dívidas contribuídas junto do INSS, mas o seu director garantiu que não há hipóteses para que isso aconteça. Segundo o responsável, “se perdoarmos um, teremos que perdoar todos”.

O director do INSS realçou que a segurança social desenvolve-se nestes moldes. Ele garantiu que já prevêem abranger os trabalhadores informais, mas isso vai levar algum tempo por causa da elaboração de uma legislação própria, para que ninguém fique de fora do sistema de protecção obrigatória.

A Segurança Social também tem outros patamares, como o complementar que a criação de fundos de pensões e a sectorização do sistema de protecção de base, que é gerido pelo Ministério da Assistência e Segurança Social (MINARS).

Sebastião Mixinge ressaltou que o Instituto de Segurança Social só está “agarrado” ao sistema de protecção obrigatória, onde estão incluidos os cidadãos que contribem regularmente.. “As outras matérias o Governo vai desenvolver ao longo dos próximos anos”, segundo o nosso interlocutor.


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PostPosted: Sun Jun 06, 2010 10:41 am 
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Joined: Mon Sep 15, 2008 3:00 am
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PIB de Angola subiu em 2009

Em 2009, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de Angola cifrou-se em 5 por cento, contra 13% do ano anterior (2008), como resultado dos impactos da crise financeira mundial, de acordo com o “Relatório e Contas” do Banco Millennium Angola, a que a Angop teve ontem acesso.
Ainda como resultado negativo da crise, refere o relatório, “as reservas angolanas viram o seu valor reduzir-se, só no primeiro semestre de 2009, em cerca de seis mil milhões de dólares norte-americanos, relativamente aos resultados registados em Dezembro de 2008”.
O documento realça como consequências da crise mundial económica e financeira, a descida do preço de petróleo e as limitações impostas à produção petrolífera de Angola, no âmbito da OPEP (Organização de Países Produtores de Petróleo).
“Tal situação foi acompanhada por uma diminuição de receitas provenientes do sector petrolífero e consequente diminuição das reservas internacionais líquidas do país” e, apesar da estabilidade macroeconómica conseguida, “a inflação cifrou-se em 14 por cento, no exercício económico de 2009”, diz o relatório do Banco Millennium.
O Banco Millennium Angola recebeu no dia 21 de Maio um prémio, por figurar entre as 21 marcas reconhecidas como “de excelência em Angola”, pela Organização Internacional de “Superbrands”.

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PostPosted: Tue Jun 08, 2010 5:53 pm 
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Joined: Wed Dec 23, 2009 12:43 pm
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Pesquisa: UNITA pode ganhar eleições em Angola com maioria absoluta em 2012

Notícias - angola24horas

A UNITA, o maior partido da oposição em Angola, pode ganhar as eleições parlamentares em 2012 com uma maioria absoluta.

Segundo pesquisa a que o angola24horas teve acesso, a UNITA pode fazer mais de 114 deputados, de um total de 220 que compõem o Parlamento angolano.

A UNITA sob a liderança de Isaias Samakuva subiu 42 pontos percentuais 20 meses apos a realização das eleições legislativas nas sondagens Nia Research(Agencia especializada de pesquisa) para a Voice of Africa Radio. A mais recente, divulgada ontem, coloca a UNITA à beira da maioria absoluta e muito longe do MPLA.

Os questionários foram realizados de 1 a 3 de Junho, já depois da entrega do memorando da UNITA para a gestão sustentável de Luanda a Governadora de Luanda e ao Presidente da Republica.

De acordo com esta sondagem, que inquiriu 902 pessoas com mais de 18 anos residentes em Angola, se as eleições fossem hoje a UNITA recolheria 52,3% dos votos.

Os camaradas mereceram apenas 34,1% das intenções de voto, a 17,2 pontos percentuais dos maninhos. De acordo com a sondagem Nia, estes resultados colocariam Isaias Samakuva como Presidente da Republica e a UNITA como partido maioritario na Assembléia Nacional.

Nesta última sondagem a Fnla apesar da eminente cisão, recuperou e encontra-se agora com 9,5% das intenções de voto, em clara vantagem relativamente as outras forças políticas mais pequenas representadas na Assembléia Nacional. O partido de Eduardo Kwangana, o PRS foi o preferido de 2,4% dos inquiridos.

O portal angola24horas contacto alguns políticos da oposição em Luanda sobre esta pesquisa, alguns estão cepticismo sobre a pesquisa outros declarara que um Partido da oposição em angola pode ganhar as eleições se as eleições se forem transparentes , com CNE independente não como na ultima eleições o MPLA como jogador e o mesmo tempo árbitro.

Nas eleições legislativas realizadas em Setembro de 2008, o MPLA viria a ganhar por maioria absoluta com cerca de 82% dos votos enquanto que o seu mais directo oponente, a UNITA não foi além dos 10%. De uma maneira geral, houve contestação aos resultados destas últimas eleições sem violência.

O MPLA elegeu 191 deputados dos 220 lugares à Assembleia Nacional, a UNITA conseguiu eleger apenas 16 deputados, seguida do PRS, que obteve oito, e da Nova Democracia, com dois deputados. A FNLA foi a quinta mais votada, mas conseguiu eleger três deputados, sendo beneficiado pelo método aplicado para eleição dos deputados nos círculos províncias, onde os restos beneficiam o partido com média mais baixa.

Das 14 formações políticas concorrentes, apenas cinco conseguiram eleger deputados à Assembleia Nacional, nomeadamente o MPLA, a UNITA, o PRS, a Nova Democracia e a FNLA.

A nova regra constitucional que extingue a eleição direta para presidente, já que o ocupante do cargo será o primeiro nome da lista partidária vencedora nas eleições parlamentares.

A única eleição presidencial na história de angola ocorreu em 1992, mas acabou sendo anulada antes do segundo turno, no qual Dos Santos era favorito.

O mandato presidencial é de cinco anos, com direito a uma reeleição. Desse modo, Dos Santos, de 68 anos, já indicado como candidato do partido governista MPLA às eleições de 2012, pode ficar no poder até 2022 se o MPLA vencer.

O número total de eleitores que poderâo votar em 2012 pode ultrapassar 10,2 milhões.


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PostPosted: Mon Jun 14, 2010 11:11 am 
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Total alcançou mil milhões de barris


O bloco 17 no offshore angolano comemorou, na sexta-feira, o alcance do número de mil milhões de barris, extraídos a partir dos reservatórios “Girassol”, “Dália”, “Rosa” e “Jasmin”, dez anos depois do início das operações no primeiro campo.
A cerimónia de comemoração desta marca, atingida em Maio deste ano, juntou, a bordo do navio de produção, armazenamento e exportação “Girassol”, responsáveis da Sonangol e Total, companhia operadora e associadas do Bloco 17, a Statoil, a Esso e a British Petroleum.
Na cerimónia, o director da área de pesquisa e produção para África do Grupo Total, Jacques des Grottes, destacou o sentimento de orgulho que atravessa os membros da companhia em contribuir para o crescimento da economia angolana com um quarto da produção de petróleo bruto do país.
Jacques des Grottes reafirmou o empenho da multinacional francesa em continuar a pesquisar e a produzir nas melhores condições de segurança os jazigos de hidrocarbonetos e, desse modo, apoiar o desenvolvimento de Angola e da França.Para o administrador da Sonangol, Gaspar Martins, a marca de mil milhões de barris é motivo de satisfação para as autoridades angolanas e uma indicação de que há um compromisso sério com a segurança nas operações. Gaspar Martins disse acreditar que o Bloco 17 vai ultrapassar, nos próximos anos, esse número, pelo potencial de produção que apresenta.Com cerca de quatro mil quilómetros quadrados, o Bloco 17 abrange jazigos cuja profundidade varia entre os 400 e os 1.600 metros de profundidade. Apresenta uma produção diária de 500 mil barris de petróleo bruto. A Total, a maior produtora de petróleo em Angola, juntamente com a Exxon Mobil Corporation e a Chevron, são responsáveis pela produção de cerca de 500 mil barris de petróleo por dia.
De acordo com o site oficial da Total, a gigante francesa de petróleo está a investir nove mil milhões de dólares no poço “Pazflor”, onde se espera que comece a produção em 2011, numa uma profundidade de cerca de 1-200 metros abaixo do nível do mar.
A quota da Total na produção petrolífera angolana, que já é a maior na África Subsaariana, com cerca de dois milhões de barris por dia de potencial, foi conseguida graças essencialmente a dois projectos, o “Dália” e o “Rosa”, no offshore angolano. E isso vai continuar com a entrada em produção do “Pazflor”, que já está com mais de 90 por cento concretizado.
Com o projecto “CLOV” (Cravo, Lírio, Orquídea e Violeta), ambos no Bloco 17, e o desenvolvimento do Bloco 32, onde a Total realiza estudos para estabelecer um novo pólo de produção, vai aumentar a capacidade de produção da petrolífera francesa, que está em Angola desde 1953.


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PostPosted: Tue Jun 15, 2010 10:18 am 
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Joined: Sun Jan 24, 2010 12:10 am
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Angola importa menos farinha do que devia


Fabricado com farinha de trigo importada, o preço do pão poderia descer e a sua qualidade aumentar se Angola desenvolvesse a indústria de transformação dos cereais. Enquanto esse dia não chega, vamos comendo um pão amassado nas condições possíveis e com um controlo de qualidade razoavelmente limitado. O Jornal de Angola foi ver como se faz o pão-nosso de cada dia.
Na área fabril da padaria Jambita, um grupo de seis padeiros, todos jovens, entre os 25 e os 35 anos, está empenhado na produção do pão. Enquanto uns estão com a mão na massa a separá-la em pequenas quantidades, outros verificam os 360 cassetes, de 240 gramas cada, que há cerca de 15 minutos foram colocados de uma só vez no grande forno industrial. Os pães estão cozidos e eles retiram-nos. Na mesa, onde separam e dão forma à massa, já está preparada outra fornada. Este processo repete-se ininterruptamente, porque a padaria, localizada no bairro Rangel, trabalha 24 sobre 24 horas e vende a grosso e a retalho.
Os funcionários, num total de 18, trabalham por turnos e produzem, diariamente, cinco a nove mil pães, dependendo da procura. De domingo para segunda-feira, a produção é reduzida à quantidade mínima, porque a maioria dos clientes são vendedoras de pão no mercado Roque Santeiro, que encerra nesse dia da semana para limpeza do local.
Como elas adquirem o pão para revenda, pagam 16 kwanzas por cada um, mas quem o compra para consumo doméstico deixa 20 kwanzas por unidade. Por cada pão vendido, a padaria ganha uma média de três kwanzas, segundo o gerente, Ferreira Manuel. “É um negócio mais ou menos rentável. Dá para pagar os salários dos trabalhadores”, disse.
Depois de cerca de um ano em funcionamento, Ferreira Manuel informa que a padaria vai ter novas áreas. A gerência pretende fazer uma cozinha na parte de cima, onde, actualmente, ficam os reservatórios de água e o gerador, e criar uma área de atendimento dos clientes revendedores, que são na maioria as senhoras que vendem no Roque Santeiro. “Queremos, sobretudo, acabar com a confusão com os vizinhos, porque elas, enquanto esperam por ser atendidas, ficam com as suas bacias ali no beco e impedem a passagem”. As instalações da padaria foram, em tempos, a casa de morada do proprietário, que tem mais duas padarias no Cazenga.

INADEC avalia a qualidade

Avaliar a qualidade do pão que é produzido não é fácil. A chefe de Secção de Estudos de Mercado do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC), Anta Webba, explica que o facto da farinha de trigo ser importada reduz, por si só, a qualidade do pão, tendo em conta o período e as condições de transporte no navio, assim como as dos armazéns onde, mais tarde, os sacos de farinha de trigo são acondicionados. “Temos encontrado gorgulho voador, uns bichos que aparecem em farináceos”, disse. Além disso, segundo explicou, é frequente encontrarem-se padeiros com a indumentária incompleta ou sem ela, com brincos, fios, cabelo e unhas compridas, a fazerem o corte da massa com o braço e a transpirarem muito, dando a possibilidade de o suor cair na massa.
Anta Webba referiu ainda a falta de pisos adequados, de água corrente e de locais apropriados para os funcionários fazerem as refeições e trocarem de roupa, como sendo aspectos que também afectam a qualidade do pão.
“Gostaríamos de estar permanente nesses locais mas, infelizmente, há escassez de recursos humanos. As equipas, em cada município, são constituídas por apenas três pessoas que não só fiscalizam as padarias, como também os restaurantes, salões de cabeleireiro, clínicas, farmácias, creches e outras instituições”.
Estes técnicos do INADEC não avaliam o peso do pão. “Se o pesarmos, muitas pessoas vão deixar de comer pão, porque se não estiver dentro da norma, não poderá ser comercializado”, justificou, dando a conhecer que não existe uma norma que regule o peso do pão, razão pela qual não é uniforme.
Quanto a outras irregularidades, Anta Webba disse que em primeira instância apenas aconselham a gerência. Fazem-no mais duas vezes e, depois disso, têm uma atitude coerciva, que consiste no encerramento da padaria. “Mas tem havido melhorias”, garantiu.
O INADEC, segundo Anta Webba, procede ao encerramento principalmente daquelas padarias que não têm condições de higiene e de acondicionamento da matéria-prima e que não cumprem com as boas práticas para o seu manuseamento.
Os clientes, por não terem acesso à área fabril, dificilmente se dão conta destes aspectos. Por isso, ao INADC chegam principalmente queixas sobre a falta de depósitos de pão. O gerente da padaria Jambita recebe reclamações devido à quantidade, elevada ou não, de sal e de fermento. “Essas falhas acontecem porque os padeiros trabalham durante a noite e, às vezes, têm sono. Mas temos estado a corrigi-las”. Ferreira Manuel disse que também obrigam os padeiros a usar a indumentária, “mas eles arranjam sempre uma desculpa para não a vestirem. Justificam que está suja, que se esqueceram dela e até que foi roubada. É difícil fazer cumprir esta norma”, admitiu. O gerente contou ainda que os padeiros não têm formação na área. Uns aprenderam ali e outros adquiriram conhecimentos nos anteriores postos de trabalho.

O peso do pão

O preço do pão, além de ser definido em função do da farinha de trigo, depende também do peso. O coordenador da Unidade Técnica de Coordenação da Indústria de Cereais e de Panificação, Jacinto Ucuahamba, disse que a carcaça e o cassete, de acordo com uma norma do tempo colonial, devem pesar 250 gramas e o pão pequeno entre 60 e 70 gramas.
Segundo o técnico José Manuel, desta Unidade, as equipas de fiscalização avaliam o peso do pão, mas não têm sido muito rigorosas neste aspecto, por causa da economia de mercado em que o país vive.
“Mesmo assim, o pão de 250 gramas não passa dos 25 kwanzas. Quando há escassez de farinha, o preço sobe até 30 kwanzas. O pão pequeno fica entre 8 e 10 kwanzas. Geralmente, não passam destes preços, porque se subir mais os clientes fogem”, referiu.
José Manuel disse que, actualmente, a grande preocupação do Estado é regular o preço da matéria-prima, principalmente da farinha de trigo e do pão e colocar em funcionamento as indústrias nacionais de produção de trigo para acabar com a importação.
“O próprio circuito comercial do pão também não está regulado. Portanto, há um conjunto de situações que devem ser corrigidas. Mas antes é preciso tomar algumas medidas, para depois, então, regular essas situações que têm a ver com o preço e o peso”, considerou.

Norma para regularização do mercado de panificação

Para Jacinto Ucuahamba, a criação de uma norma para a confecção do pão é uma das medidas que deve ser tomada para a regularização do mercado. Do seu ponto de vista, o Instituto de Normalização de Qualidade tem a norma da farinha e a responsabilidade de criar também as regras para a utilização dos outros produtos. “Há ainda o Comité Nacional para o Código Alimentar (Codex-Angola) que trabalha com o Instituto para encontrar as regras angolanas”, acrescentou.
Enquanto as outras normas não existem, Jacinto Ucuahamba diz ser complexo avaliar a qualidade do pão, “porque teremos que ver também a de todos os produtos que entram no fabrico do pão”. Como tal não se verifica, disse que esperam que o próprio consumidor reclame junto do INADEC ou do Ministério da Indústria.
O interlocutor explicou, ainda, que mesmo existindo uma norma da farinha, é difícil exigir aos industriais o cumprimento dela, porque o país não a está a produzir. “Se tivéssemos a indústria de transformação de trigo a funcionar teríamos exigido que as empresas de moagem produzissem a farinha dentro dos padrões definidos”. No entanto, “como a farinha é importada, não temos a possibilidade de controlar o que entra no país, nem como exigir que apenas seja importada aquela que esteja dentro do nosso padrão”.
Jacinto Ucuahamba acredita que dentro de um curto espaço de tempo, quando for lançada a indústria de transformação de cereais, o Estado vai ter a possibilidade de fazer exigências. Até lá, “vamos fazendo apenas algum controlo para garantir que a matéria-prima não cause danos à saúde pública”, admitiu.

Pão dá energia ao organismo

O pão fornece essencialmente hidratos de carbono (também conhecido por amido ou açúcar) que dão energia ao organismo e ajudam a controlar a fome. Este alimento, segundo a nutricionista Paulina Semedo, pode também fornecer fibras, magnésio, fósforo e vitaminas, principalmente do tipo B1.
Se o pão for de mistura (confeccionado com vários tipos de farinha) ou integral, os hidratos de carbono ajudam a regular os níveis de açúcar no sangue, facilitam a digestão e previnem a prisão de ventre.
A especialista alerta que, no entanto, o consumo exagerado de pão pode desequilibrar a dieta, uma vez que o consumidor deixa de comer outros alimentos. O desequilíbrio pode resultar no aumento de peso, mas não propriamente pelo consumo do pão. “O que faz aumentar as calorias são os ingredientes que vão dentro dele, como doces e compotas, muita manteiga, queijo, chouriço, atum enlatado, frango frito, ovo estrelado ou outros alimentos com gordura”, explicou.
Por outro lado, esclarece, o pão integral não faz emagrecer. “Ajuda a controlar as calorias que ingerimos e dá-nos a sensação de saciedade, porque nos fornece fibras”, mas apenas isso. Rico em fibras, vitaminas e minerais, porque a farinha utilizada não é refinada, este pão tem mais nutrientes do que os outros.
De acordo com a nutricionista, a quantidade ideal de consumo de pão, assim como de qualquer outro alimento, depende de cada pessoa e da idade. Igualmente, acrescenta, deve-se ter em conta o estado fisiológico de cada um: se está doente, saudável, grávida ou aleitante (mulher que esteja a amamentar). “Há ainda outro aspecto, como a actividade que cada um desempenha. É lógico que um pedreiro coma mais do que um escriturário”, referiu.


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PostPosted: Tue Jun 15, 2010 6:12 pm 
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ANGOLA GASTA 400.000 DOLARES EM LOBBY AMERICANO

As autoridades angolanas mantém, por intermédio da sua embaixada em Washington, um contrato com a empresa de lobby norte-americana “Samuels International Associates Inc” ao qual paga 400 mil dólares, em dois em dois meses. (Acordo existente antes da nomeação da actual Embaixadora Pitra Diakite). Em círculos diplomáticos no regime há desconfiança de que o valor seja menos e que a outra parte segue para um destino desconhecido.

Lobby faz o mesmo trabalho que o adido de imprensa

A Samuels International Associates Inc (SIA) que presta serviços ao regime a cerca de uma década reduziu as suas prestações com a Embaixada em Washington passando a centrar-se no fornecimento de informações sobre Angola baseada em colecta feita a partir de jornais americanos e estrangeiros (incluindo a Angop), ao que, no entender de observadores habilitados, acaba por anular o trabalho da figura do adido de impressa da missão diplomática exercido por uma jornalista, Laurinda Santos.

De acordo com cálculos feitos, o Estado angolano efectua com a SIA, um gasto 5 vezes maior que o orçamento mensal que os adidos de imprensa recebem do ministério a que dependem. O Ministério da comunicação social gasta por mês 30 mil dólares para os trabalhos dos mesmos (inclui despesas familiares, aluguer de casa e etc ). Na pratica, o trabalho que a SIA presta para a Embaixada angolana é o mesmo que faz um adido de imprensa.

A SIA Inc é uma empresa de lobby criada por um ex-alto funcionário do comércio do governo do presidente Ronald Reagan, o embaixador Michael Samuels. A aproximação com Angola terá iniciado a cerca de nove anos atrás. Antes, o regime angolano teria gasto em trabalhos de consultoria, cerca de 930 mil dólares por ano com a C / R Internacional, uma empresa liderada por, um ex-diplomata que trabalhou na embaixada americana em Angola.

O recurso a serviços de lobby por parte de Angola teve a sua acentuação ao tempo do conflito armado. Um ano antes da morte de Jonas Savimbi, o regime angolano havia feito um contrato com a American Worldwide Inc, dirigida por John Moore, a quem o Estado angolano pagava 955 mil dólares por ano. O regime solicitou também, na altura, trabalhos da Patton Boggs durante três anos e igualmente os da Daniel Edelman, uma empresa de relações públicas, ao qual pagavam 400 mil dólares por ano.
Em todas as movimentações lobbistas angolana na capital americana, o ponto triunfal teria sido aproximação a Cohen & Woods, uma empresa do ex Secretario de estado, Herman Cohen, conhecido em meios diplomáticos como a figura que forneceu informação crucial da UNITA ao governo angolano.


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PostPosted: Wed Jun 16, 2010 3:21 pm 
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Banco Sol apoia crédito agrícola


O Banco Sol tem disponíveis 50 milhões de dólares americanos para o crédito agrícola de campanha destinado a famílias camponesas, com vista a aumentar e diversificar a produção nos vários pontos do país.
A informação foi avançada na segunda-feira pela directora do programa de micro-crédito do Banco Sol, Carla Van-Dúnen, à margem do seminário sobre o esclarecimento de acesso ao crédito, promovido pelo gabinete do ministro de Estado para Coordenação Económica.
“No âmbito do programa do Governo angolano de apoio à produção das famílias camponesas para o combate à fome e redução da pobreza, o Banco Sol pôs à disposição, numa primeira fase, 50 milhões de dólares”, disse.
Carla Van-Dúnen reconheceu que o valor disponível é insuficiente para cobrir todo o país, mas há será reforçado na medida em que a aderência dos clientes aumentarem.
Para a directora, este programa constitui uma oportunidade de negócio quer para os bancos como para os camponeses, por isso o Banco Sol preparou as condições no sentido de todos os intervenientes saírem a ganhar.
A sua instituição está a aproveitar a experiência do micro-crédito que vinha a realizar nos últimos quatro anos para instruir os beneficiários das formas como usar da melhor maneira os recursos postos à sua disposição.
Sublinhou que uma equipa de técnicos da sua empresa vai ao encontro dos camponeses com o objectivo de orientá-los sobre os procedimentos de acesso ao crédito e como utilizar para ter rendimentos.
Para melhor compreensão por parte dos beneficiários sobre os objectivos do programa, os técnicos do Banco Sol estão a usar cartilhas e panfletos escritos em português e línguas nacionais, assim como a exibição de peças teatrais.
Na opinião de Carla Van-Dúnen, as famílias estão preparadas para reembolsar os valores emprestados no tempo previsto, mas é necessário que haja um acompanhamento técnico e institucional.
“Urge accionar medidas que estimulem a produção, tais como a abertura de fábricas de transformação de produtos agrícolas, activação da rede comercial e desincentivar a importação de produtos feitos a nível local”, disse a terminar.


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