Governos provinciais têm um novo figurino
Os governos provinciais têm uma nova forma de organização e funcionamento concebida para adequar o quadro organizativo e funcional daqueles órgãos ao novo figurino constitucional.
O Conselho de Ministros aprovou ontem, a Proposta de Lei sobre a Organização e Funcionamento dos Órgãos de Administração Local do Estado, durante a segunda sessão ordinária orientada pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
Entre outros ajustamentos, o documento propõe uma nova definição das competências dos governadores provinciais e cria três vice-governadores; para os sectores económico, político e social e para os serviços técnicos e infra-estruturas.
Na sessão foi aprovado o Projecto de Decreto Legislativo Presidencial sobre o Regime Financeiro Local. Este diploma estabelece um novo regime de financiamento das acções dos governos provinciais e das administrações municipais, enquanto órgãos executivos desconcentrados da administração local, no quadro da delimitação de competências relativas à provisão de bens e serviços pela administração central e pelas administrações locais à população.
O Governo, em comunicado distribuído no final da sessão, considera que o Regime Financeiro Local representa um salto qualitativo na organização do sistema de gestão das finanças públicas naquele nível.
O Executivo via criar em breve o Gabinete da Contratação Pública. Ontem, o órgão auxiliar do Chefe do Governo fez uma primeira abordagem da Proposta de Lei-Quadro sobre a Contratação Pública e do Projecto de Decreto Presidencial que cria aquele gabinete.
Para o efeito realiza-se em breve um seminário nacional para responsáveis e quadros dos departamentos ministeriais, governos provinciais, empresas e demais agentes públicos para aprofundamento da discussão sobre esta matéria. O propósito, de acordo com o comunicado da reunião de ontem, é assegurar que a contratação pública obedeça aos princípios da competitividade, economia, transparência, eficiência, eficácia e do tratamento justo e equitativo a todos os concorrentes.
O órgão auxiliar do Presidente da República adoptou, ainda ontem, o Projecto de Decreto Presidencial que aprova a revisão do Regulamento do Processo de Preparação, Execução e Acompanhamento do Programa de Investimento Público, tendo em conta a necessidade de se proceder a ajustamentos que conformem esse programa à actual realidade. O objectivo é permitir um melhor controlo da qualidade das despesas neste domínio, bem como um acompanhamento eficaz da execução dos investimentos públicos em todas as suas etapas.
Ontem, o órgão auxiliar do Presidente da República tomou conhecimento de uma informação sobre a actualização do Registo Eleitoral 2010.
Central de compras para estabilizar preços
O Governo criou ontem a CENCO - Central de Compras E.P para contribuir na estabilização dos preços e regularização do abastecimento de produtos essenciais à população e para a institucionalização de um sistema de compras públicas mais rigoroso e transparente.
Esta empresa pública vai executar e gerir os objectivos da Rede Integrada de Logística e Distribuição (RILD), subprograma integrado no PRESILD.
Os projectos de Decretos Presidenciais que aprovam a criação, estatuto orgânico, estratégia de actuação, estudo de viabilidade económica e financeira e o orçamento de instalação da CENCO – Central de Compras E.P foram adoptados ontem pelo Conselho de Ministros.
A CENCO é uma entidade de grande dimensão, dotada de personalidade jurídica e autonomia administrativa, financeira e patrimonial e a principal instituição de compras do estado, sem prejuízo de outras finalidades que lhe venham a ser atribuídas por lei, refere o comunicado de imprensa.
Para presidente do Conselho de Administração da Central de Compras foi nomeado, para um mandato de três anos, Manuel Francisco Gomes Maiato, tendo como administradores Djamila Huguette da Silva de Almeida e Francisco Firmino Jacinto. Mais dois integrantes deste conselho de administração devem ser indicados em breve.
Ontem foi igualmente nomeado Henda Esandju Nicolau da Silva Inglês presidente do Conselho de Administração do Instituto para o Sector Empresarial Público (ISEP), para um mandato de três anos.
O Conselho de administração da Angola Telecom – E.P foi também nomeado. Feliciano António é o presidente e tem como administradores Álvaro António de Brito Alves, Maria Luísa Correia de Carvalho, João Adolfo Martins e Isilda Samba Marques da Silva.
Este órgão deve cumprir as orientações do Programa do Governo no que se refere ao estabelecimento de um modelo de gestão da rede Básica de Telecomunicações, que dê resposta mais eficaz às exigências actuais do desenvolvimento da economia nacional.
Foi, ainda, nomeado o Conselho de Administração da Empresa Pública de Águas, EPAL, tendo como presidente Lionídio Gustavo Ferreira de Ceita e como administradores Juliana Lizete Pascoal, Kavennamboteko Pedro Manvubo, Rui Augusto Tito e Francisco Dias Pereira de Sousa Talino.
O projecto agro-industrial Aldeia Nova, no município do Wuaku Kungo, vai ser gerido por uma sociedade comercial com capitais inteiramente públicos. A decisão é do Executivo, que incumbiu o ministro da Agricultura de apresentar ao Conselho de Ministros um plano para a conclusão e viabilização do projecto.
Medidas para combater branqueamento de capitais
O executivo pretende pôr fim a actividade criminosa que pode gerar graves consequências económicas e sociais para o país. Para o efeito, prepara um conjunto de medidas de natureza preventiva e repressiva, que deve constar da Proposta de Lei de Combate ao Branqueamento de Capitais e ao Financiamento do Terrorismo apreciada ontem pelo órgão auxiliar do Presidente da República.
Nesse âmbito, foi adoptado o projecto de Decreto Presidencial que aprova para a ratificação a adesão de Angola à Convenção das Nações Unidas contra a Criminalidade Organizada Transnacional. O objectivo é promover a aplicação de medidas internas e de cooperação internacional para prevenir e combater mais eficazmente esse fenómeno.
Nova refinaria no Lobito
No município do Lobito vai ser construída uma refinaria com capacidade para processar 200 mil barris de petróleo por dia.
O objectivo é reduzir a importação de derivados de petróleo e de agregar valor às ramas ácidas e pesadas produzidas em Angola, contribuindo para o desenvolvimento da economia nacional.
Denominado Projecto Sonaref, a refinaria vai ocupar uma área de 3.500 hectares. O Conselho de Ministros tomou conhecimento do estado de execução do projecto.
O órgão adoptou, a este respeito, vários projectos de Decretos Presidenciais, designadamente o que aprova a execução do projecto e define o seu regime jurídico, o que aprova a desafectação da área de implementação do projecto do domínio público do Estado e a sua integração no domínio privado do Estado e o que aprova a desafectação da jurisdição das autoridades portuárias de parcelas de terra durante o período de duração do projecto em causa.