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PostPosted: Fri Jun 18, 2010 10:24 am 
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Pumangol vai investir 430 milhões de dólares na construção de 200 bombas de combustíveis

A Pumangol vai investir USD 430 milhões na construção de 200 bombas de combustíveis nos próximos cinco anos no nosso país. A afirmação é de Paul Edwards, director geral da empresa, que abriu, recentemente, a bomba de combustíveis do Luanda-Sul, tida como a maior de Angola e uma das maiores em África.

Segundo o responsável, actualmente, a Pumangol, empresa angolana resultante de uma parceria entre a Puma Energy Internacional com base em Genebra, Suíça e que actua em África, América Latina, Caraíbas, países Bálticos, Médio Oriente e Ásia, e a subsidiária Trafigura Group, já investiu cerca de USD 32 milhões na construção de cinco postos de combustíveis em Luanda e pretende abrir outros 13 no resto do país até ao final do ano.

“Até Dezembro de 2010 vamos fazer um investimento global de USD 80 milhões. O nosso maior investimento até agora foi de USD 9 milhões nas bombas do Nova Vida. Na próxima semana vamos inaugurar as bombas do Lobito, onde aplicámos USD 5,5 milhões. Em Julho será a vez de Porto-Amboim, envolvendo cerca de USD 4,5 milhões”, justificou, para depois esclarecer que o investimento resulta de um financiamento da multinacional hollandesa Trafigura, presente em mais de 40 países do mundo.

Actualmente a Pumangol garante emprego a 350 pessoas e, até 2015, pretende chegar aos de cinco mil trabalhadores. Tendo como meta ser uma referência no mercado nacional, a empresa aposta na formação dos seus quadros.

Para tal, os técnicos são submetidos a uma formação teórica e prática que vai de um a três meses de duração no centro de treinamento da empresa, em Viana.

“O nosso compromisso é criar uma equipa jovem profissional que forneça serviços com qualidade e eficiência, superando assim as expectativas dos clientes. Queremos bombas limpas, rápidas, bons produtos e que tudo se faça de uma maneira profissional”, explica, para depois sublinhar que 80 % dos trabalhadores é jovem O nosso interlocutor sublinha que na Pumangol, os operadores não vão vender combustíveis aos bidões, de modo a salvaguardar a segurança dos trabalhadores e clientes.

“A prioridade é a segurança das pessoas que acorrem aos nossos postos, empregados e clientes. Pensamos que o atendimento aos bidões não é seguro.”.

Quanto à concorrência, Paul Edwards acredita que o mercado angolano é bastante dinâmico, existindo, por isso, “espaço para todos”.

“Não temos medo que outras pessoas invistam neste segmento de mercado, porque o nosso pessoal é muito bem preparado e presta um trabalho muito eficaz”.

De salientar que a primeira bomba da Pumangol foi inaugurada em Viana em Janeiro do corrente ano e, actualmente, a facturação já supera as expectativas.

“Só o posto de Viana vende mais do que os cinco postos que temos no Congo. A nível dos países onde estamos implantados posso considerar que a bomba do Nova Vida está entre as dez maiores”, com cinco tanques com capacidade para 50 mil litros cada, sendo que o depósito tem capacidade para 200.000 litros de gasolina e 250.000 de gasóleo.

O posto está equipado com 18 posições de abastecimento, uma estação de prestação de serviços de lavagem de viaturas e uma loja de conveniência aberta 24 horas por dia. “É uma bomba líder a nível mundial,”, sublinha, satisfeito, o director geral da Pumangol.


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PostPosted: Mon Jun 21, 2010 2:29 pm 
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Presidente da República viaja hoje para o Ghana



O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, inicia hoje a primeira visita de Estado ao Ghana, a convite do homólogo John Atta Mills.
Os dois países pretendem aproveitar esta deslocação oficial para reactivar e reforçar os laços criados desde os tempos da luta de libertação nacional.
José Eduardo dos Santos chega a Accra a meio da manhã, sendo recebido, no aeroporto internacional Kotoka, pelo Presidente do Ghana. Após a cerimónia oficial de recepção, os dois estadistas reúnem-se em privado, enquanto as delegações ministeriais estabelecem conversações, que culminam com a assinatura de dois acordos gerais de cooperação.
Trata-se do acordo sobre Consultas Permanentes entre os dois ministérios das Relações Exteriores e a renovação do Acordo Geral de Cooperação Económica, Técnica e Cultural, devido à entrada em vigor da Constituição em Angola.
O Chefe de Estado angolano é agraciado com um almoço oficial pelo seu homólogo, terminando o dia de trabalho com a deposição de uma coroa de flores no mausoléu do primeiro Presidente do Ghana, Kwame Nkrumah. O mausoléu está na Praça, onde Kwama Nkrumah proclamou a independência do Ghana, em 6 de Março de 1957.
Além da deposição da coroa de flores, José Eduardo dos Santos vai plantar uma árvore no parque do mausoléu, construído em 1992, e assinar o livro de honra, que já foi rubricado por estadistas como Nelson Mandela, Sam Nujoma, Arap Moi, entre tantos outros que comungam dos ideias de um dos fundadores da Organização de Unidade Africana.
Ontem eram já visíveis, em alguns pontos de Accra, imagens dos dois Presidentes, prenuncio do ambiente de festa que vai marcar a visita do Estadista angolano.
No Kwame Nkruma Memorial Park, nome oficial do mausoléu, os funcionários estavam ansiosos e preparados para mostrar o acervo do primeiro Presidente do Ghana a José Eduardo dos Santos.

Áreas de cooperação

Neste momento, a cooperação económica entre Angola e o Ghana é bastante reduzida, disse o embaixador de Angola, Alves Primo.
O diplomata garantiu, à imprensa, que, apesar disso, “há um grande interesse das autoridades ghanenses em cooperar com Angola no sector petrolífero”, já que aquele país vai, em breve, começar a produzir petróleo.
Além do sector petrolífero, existe interesse nos domínios da educação, agricultura e pescas e do sector privado ghanense nas áreas comercial e da construção civil.
O número de empresários que mostram interesse em participar na Feira Internacional de Luanda (FIL), refeiu o embaixador, tem vindo a crescer de ano para ano.
“De cinco a sete expositores passamos para 20 empresários a pedirem vistos para visitarem a FIL e procurarem oportunidades de negócios em Angola”, referiu.
O diplomata manifestou-se ansioso pela abertura de uma ligação directa entre Luanda e Accra através da companhia aérea angolana TAAG, para facilitar as deslocações nos dois sentidos. “Estamos todos ansiosos que a TAAG comece a operar para Accra”, disse.
Depois da visita ao Ghana, o Presidente José Eduardo dos Santos desloca-se ao Brasil, primeiro país do mundo a reconhecer a independência de Angola, onde vai permanecer de 22 a 24 de Junho.


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PostPosted: Tue Jun 22, 2010 10:28 am 
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Banco Millennium tem plano para expandir rede de balcões


O presidente da comissão executiva do Banco Millennium Angola, José Reino da Costa, afirmou na sexta-feira, em Luanda, que a instituição bancária perspectiva, para o próximo ano, expandir a sua rede de balcões às províncias do interior e litoral do país, onde ainda carece de representação.
José Reino da Costa, que falava à imprensa, à margem da apresentação do novo rosto das campanhas publicitárias do Millennium (a cantora angolana Yola Semedo), realçou que as prioridades estratégicas do banco, igualmente para 2010, passam essencialmente pelo desenvolvimento de negócios e pelo maior esforço na execução do plano de expansão.
O gestor disse constar do programa para o presente exercício económico a implementação de processos de acompanhamento e controlo de risco, alinhado com melhores práticas do grupo, o que constituirá, também, um factor crítico para o desenvolvimento sustentado do Millennium.
O Banco Millennium Angola registou, no exercício económico de 2009, um resultado líquido de um bilião e 589 milhões e 825 mil kwanzas, contra 433 milhões e 14 mil kwanzas de 2008.


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PostPosted: Wed Jun 23, 2010 11:50 am 
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Países vizinhos sem refugiados


Os 100.000 refugiados de guerra angolanos que ainda estão instalados em países vizinhos perdem este estatuto em finais do próximo ano, anunciou ontem em Luanda o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) em Angola, Bohdan Nahajlo, citado pela AFP.
“Em finais de 2011 o ACNUR, Angola e os países que acolhem os refugiados angolanos desde a guerra vão aplicar a cláusula de cessação da convenção de 1951. Todas as partes estão de acordo sobre o facto de que já não há qualquer razão objectiva para considerar os refugiados angolanos como tal”, declarou o representante do ACNUR à AFP em Luanda.
“Não há mais razões fundadas para recear a perseguição, a guerra acabou, e eles podem regressar com toda a segurança”, prosseguiu Bohdan Nahajlo, antes de precisar que “o estatuto de refugiado não é um privilégio, é aplicadoem situações desesperadas em que as pessoas precisam de uma protecção suplementar”.
Durante a guerra 600.000 angolanos fugiram para os países da região, segundo dados oficiais. Hoje, segundo os cálculos do ACNUR, ainda restam 70.000 refugiados na República Democrática do Congo (RDC), 25.000 na Zâmbia, 6.000 na Namíbia e 2.000 no Congo.
O anúncio deste procedimento, que implica o fim da ajuda logística e material concedida pelo ACNUR, obriga os países de acolhimento a pronunciarem-se sobre a sua vontade ou não de transformar os refugiados em seus cidadãos.
“Trabalhamos de forma estreita com as autoridades destes países para se encontrar uma solução de integração local: a naturalização, no melhor dos casos, ou pelo menos a emissão de um título de estadia vitalício”, explicou Dlhdan Nahajlo. Mas “a principal solução durável que encorajamos é o repatriamento”e para isso as autoridades angolanas devem tomar medidas, acrescentou o representante da agência das Nações Unidas.
Bohdan Nahajlo criticou como “insuficiente” a distribuição de “pacotes de reintegração” pelo Executivo angolano e apontou como exemplo o caso do repatriamento de 400.000 pessoas entre 2003 e 2007. “É necessário também dar a essas pessoas documentos actualizados e assegurar a sua integração” na sociedade, acentuou o representante do ACNUR em Angola.


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PostPosted: Wed Jun 23, 2010 11:56 am 
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Procuradoria esclarece apreensões


Uma nota da Procuradoria-Geral da República indica que determinados órgãos de Comunicação Social veicularam, por lapso, a notícia de que a Direcção Nacional de Inspecção e Investigação das Actividades Económicas apreendeu 16.530.308 dólares (dezasseis milhões, quinhentos e trinta mil e trezentos e oito dólares) no decorrer da investigação e instrução dos processos relacionados com o BNA e o Ministério das Finanças.
A Procuradoria-Geral da República esclarece que as apreensões em causa foram feitas no âmbito da investigação e instrução realizada pelo Departamento Nacional de Investigação e Acção Penal da Procuradoria-Geral da República.
A nota indica ainda que o Procurador-Geral da República em nenhuma circunstância disse, à imprensa, que o Departamento Nacional de Investigação e Acção Penal da Procuradoria confiscou bens móveis ou imóveis aos arguidos. Houve sim, refere o documento, apreensão de bens móveis e imóveis.
Em relação aos bens imóveis, acrescenta a nota, parte deles, e porque não habitados, foram selados e colocados a ordem do Tribunal Provincial de Luanda.
Relativamente ao processo de cremação de dinheiro, a Procuradoria-Geral da República informa que o mesmo destinou-se ao apuramento de um furto ou desvio de notas (cédulas) de kwanzas que, por mau uso e conservação, deveriam ser destruídas por meio de incineração, mas voltaram ilegalmente ao circuito financeiro por intermédio dos arguidos ora detidos.
A nota esclarece que o Departamento Nacional de Investigação e Acção Penal responde às exigências da Lei 8/06, que atribui competência à Procuradoria-Geral da República para instruir processos crimes. Este órgão de carácter operativo, sublinha o documento, será futuramente coadjuvado pelo Departamento de Prevenção e Combate à Corrupção. Sublinha que este departamento vai ser criado em breve para responder às atribuições da Procuradoria-Geral da República, no âmbito da Lei da Probidade Pública.
Quanto ao caso das transferências ilícitas, a nota refere que embora o processo tenha sido remetido a Tribunal, as investigações continuam tanto no país como no estrangeiro, havendo, por isso, muito trabalho pela frente.


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PostPosted: Fri Jun 25, 2010 11:02 am 
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Banco Nacional de Angola diminuiu as taxas de juros


O Banco Nacional de Angola (BNA) reduziu, no início desta semana, a taxa de juro de 30 por cento, que era submetida à Reserva Obrigatória, norma que os bancos comerciais cumpriam junto do Banco Central, fez saber ontem, em conferência de imprensa, o director do Departamento de Sistemas de Pagamentos e Operações Bancárias da instituição, Romão Coji.
De acordo com o bancário, essa redução visa dar oportunidades aos operadores do mercado de deterem mais recursos financeiros, para exercerem a sua actividade tradicional “de forma tranquila e sem grandes sobressaltos”.
A nova dedução, que atribui 25 por cento para os depósitos em kwanza e 15 por cento para os sedimentos em moeda estrangeira, vai propiciar recursos aos bancos, para que possam direccioná-los ao financiamento da economia, com perspectivas de uma maior influência na política de intermediação de créditos. “Nos próximos tempos, vamos observar uma grande redução no nível das taxas de juro”, admitiu Romão Coji.
A medida faz parte de um conjunto de princípios que, a partir de agora, passam a reger a norma relacionada com a Reserva Obrigatória. De acordo o responsável do BNA, o Banco Central, na sua avaliação, achou que esses princípios vão dinamizar o mercado financeiro; vão procurar criar valias, assim como propiciar mais liquidez aos bancos comerciais.

Reserva Obrigatória

A Reserva Obrigatória é um instrumento de política monetária, da qual os bancos centrais, no exercício da sua actividade, se valem para intervir, directa ou indirectamente, no mercado financeiro. Do ponto de vista económico, a Reserva Obrigatória exerce duas funções principais. A primeira está virada para a criação do deficit estrutural de liquidez, que resulta do facto de os bancos comerciais estarem obrigados a manter no Banco Central parte das suas responsabilidades.
Ou seja, parte da captação dos bancos comerciais é depositada no Banco Central, numa percentagem previamente determinada por este. A situação decorre também “da necessidade de se poder garantir ou criar confiança no seio dos clientes, de tal modo que eles possam estar seguros de que, em momentos de crises ou de falência, os seus depósitos estão salvaguardados no Banco Nacional de Angola”.


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PostPosted: Sun Jul 18, 2010 10:28 am 
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Internacional Chemonics intervém em várias áreas em Angola


A internacional Chemonics completou, na quarta-feira, 35 anos desde a sua constituição em Washington e quatro anos desde que se instalou em Angola. Monitor do projecto do Serviços Essenciais de Saúde, financiado pela Usaid, a internacional Chemonics trabalha no treinamento de pessoal da saúde, na melhoria dos serviços da saúde, gestão de dados, mobilização comunitária e comunicação para mudança de comportamento nas áreas de malária, tuberculose, VIH/Sida e saúde reprodutiva. Sob comando de Margarita Gurdián, os funcionários da Chemonics realizaram, nas suas instalações, um almoço de confraternização que ficou marcado pela troca de presentes, declamação de poesia, exibição de uma peça teatral e pelo corte do bolo. O almoço foi ainda brindado com a presença de um dos mentores do projecto, Vic Duarte, chefe de desenvolvimento geral da Usaid. Os projectos do Serviço Essencial de Saúde, que estão a ser desenvolvidos nas províncias de Luanda, Huambo, Lunda-Norte, já formou mais de 1.500 agentes comunitários.


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PostPosted: Sat Jul 24, 2010 10:04 am 
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ANGOLA NA PRESIDENCIA DA "CPLP"

Angola assume hoje, pela primeira vez, a presidência da CPLP numa cimeira que ficará marcada pela entrada da Guiné-Equatorial como membro de pleno direito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e pelo acordo sobre o destacamento de uma força militar lusófona para a Guiné- Bissau.

A entrada, com alguma polémica, do Estado da África Ocidental que há três dias promulgou um decreto que institui o português, depois do espanhol e do francês, como a terceira língua oficial do país, liderado por Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, acaba por abafar temáticas tidas como importantes para os cidadãos lusófonos.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, já manifestou apoio à adesão do país de religião maioritariamente católica (mais de 80%). Mas, para ser admitido, como Estado de pleno direito a Guiné Equatorial que, desde 2006, adquiriu o estatuto de Estado Observador Associado da organização lusófona, terá de reunir consenso entre os oito Estados da CPLP.

As ilhas Maurícias e o Senegal também participam na CPL como observador associado, estatuto solicitado pela Ucrânia e a Suazilândia.
“Sem a CPLP não sei que relacionamento teríamos entre os Estados. Nesta Comunidade cada Estado
é um Estado e as decisões são por consenso”
Domingos Simões Pereira Secretário Executivo da CPLP


Austrália e a Indonésia também se aproximaram manifestando interesse em conhecer a organização lusófona, segundo o secretário executivo Domingos Simões Pereira.

Tal como a adesão da Guiné Equatorial à CPLP, também o destacamento de uma força de estabilização para a Guiné-Bissau também parece não reunir o consenso que parece cada vez mais evidente tendo em conta manifestações favoráveis publicamente feitas por responsáveis de quase todos os países.

A confirmar-se, a admissão será com certeza a decisão mais polémica da organização desde a sua criação em 1996 em Lisboa.

Relativamente ao destacamento de uma força de estabilização da CPLP na Guiné-Bissau, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luis Amado, já manifestou publicamente a sua discordância considerando que a crise no país da África ocidental é um problema da comunidade internacional.

O chefe da diplomacia portuguesa afirmou na quinta-feira 22 à Lusa não atribuir legitimidade para uma intervenção da CPLP, considerando que “é no âmbito das Nações Unidas que os conflitos devem ser, com plena legitimidade internacional, acompanhados”.

Contudo, a necessidade de ajuda para a normalização institucional parece uma evidência. Nos últimos anos, a Guiné-Bissau tem sido palco de golpes e contra-golpes, dos quais resultaram as mortes do presidente João Bernardo Nino Vieira, de dois chefes do Estado Maior General das Forças Armadas guineenses, entre outras, além das detenções arbitrárias.

A cidadania lusófona, temática que se arrasta há anos, poderá conseguir “abrir mais algumas fronteiras”, mas permanecerá ainda uma miragem para a maioria dos nacionais dos Oito.

A política da difusão da Língua, uma das apostas da cessante presidência portuguesa e empenho do presidente Cavaco Silva, também fará parte da Cimeira de Luanda.

No inicio deste mês, durante uma visita de Estado a Cabo-Verde, o presidente português apelou para que os governos lusófonos se empenhassem mais pelo Português, considerando que o ensino da língua de Camões, tanto como nacional ou estrangeira, requer o esforço de todos.

A “refundação” do Instituto Internacional de Língua Portuguesa é uma das promessas aguardadas da VIII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo dos Oito que não contará com a presença dos presidentes Lula da Silva e Ramos Horta, respectivamente do Brasil e Timor-Leste.

A CPLP foi criada em 1996, integrando actualmente oito Estados membros de pleno direito. Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, P rtugal, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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PostPosted: Sat Jul 24, 2010 10:06 am 
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Crise no “JA” leva à exoneração de sub-director de Informação

No prolongamento da crise de baixa intensidade que se arrastava há já algum tempo, o jornalista Caetano Júnior, sub-director de Informação do Jornal de Angola, acabou por ser exonerado esta quinta-feira pela ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, a pedido do directorgeral, José Ribeiro.

De acordo com uma fonte de O PAÍS, a nota da ministra das Comunicação Social sustenta a exoneração com “o fim da comissão de serviço para a qual tinha sido nomeado Caetano Júnior”, curiosamente na mesma altura que todos os demais directores do Jornal de Angola.

Caetano recebeu pessoalmente das mãos de José Ribeiro a ordem de exoneração, numa altura em que se vive na redacção do jornal um clima de crispação entre os editores e a direcção-geral, encabeçada por José Ribeiro.

Segundo fontes contactadas por O PAÍS, que reportaram palavras do director do JA, Caetano Júnior é acusado de organizar reuniões clandestinas na empresa com propósitos inconfessos, mas as mesmas fontes disseram que, na verdade, trata-se da existência de um clima de intimidação na redacção em que se pretende cristalizar a ideia da infalibilidade no trabalho sob pena de se vir a sofrer sanções.

A medida visa, por outro lado, inibir qualquer espírito instalado de rompimento com o status quo que tem deixado exasperados muitos funcionários da redacção do Jornal de Angola, em que são atropeladas flagrantemente os procedimentos administrativos da empresa.

Esta exoneração está a ser vista, aliás, como uma tentativa de dissuadir um provável prolongamento do “braço de ferro” instalado na redacção, situação acerca da qual os editores estão dispostos, segundo apurou O PAÍS, a dizer um veemente “basta” às faltas de respeito e ofensas morais de José Ribeiro não só dirigidas a jornalistas como a outros funcionários da casa.

Uma fonte do Jornal de Angola revelou que o mote do clima de crispação entre os editores e a direcção começou com o facto da editora de Cultura, Luísa Rogério, ter enviado para a área de copy desk um texto retirado da agência de notícias Angop, colocando as iniciais do autor do mesmo, do paginador e do editor.

Ao tomar contacto com o trabalho, José Ribeiro ter-se-á insurgido contra Luísa Rogério em termos fortes, chamando-lhe mesmo de “sabotadora”, facto que levou a editora a manifestar a sua indignação ao sub-director de Informação, Caetano Júnior, que confrontou o director, lembrando -lhe que terá sido ele próprio a determinar que as notícias deveriam conter as iniciais do autor, editor e paginador.

Ao que consta, José Ribeiro também se terá dirigido ao sub-director para a Informação em termos pouco polidos, o que terá desencadeado um movimento de solidariedade dos demais editores e até mesmo dos jornalistas do único diário generalista do país.

A gestão do Jornal de Angola tem sido perpassada por actos que os jornalistas e editores reputam de alguma falta de respeito e consideração pelo trabalho que fazem e, por causa disso, vários episódios, ainda que silenciosos, têm chegado ao conhecimento dos jornalistas.

O PAÍS apurou que, desde a sua tomada de posse no cargo de director-geral do Jornal de Angola, José Ribeiro tem mantido uma relação de conflito latente com Caetano Júnior, ao ponto de não publicar os seus textos por razões nunca esclarecidas.

O derradeiro episódio ocorreu com uma homenagem que Caetano Júnior teria dedicado ao falecido editor de Sociedade, José Cristóvão, que também não foi publicada, numa atitude que as fontes disseram ser recorrente no director.

Editores contactados por este jornal também denunciaram uma alegada interferência na gestão dos conteúdos informativos, nalguns casos por intermédio de um assessor da direcção, em claro desrespeito pelotrabalho dos responsáveis das várias áreas da redacção.
Demissão em bloco dos editores

Neste momento, segundo fontes deste jornal, está a ser aventada a hipótese de os editores do Jornal de Angola se demitirem em bloco em sinal de solidariedade para com Caetano Júnior e, acima de tudo, para fazer respeitar o bom nome dos profissionais que se dizem fartos dos problemas relacionais e laborais que se vivem no único diário generalista do país.

O PAÍS apurou que a editora de Cultura, Luísa Rogério, já endereçou uma convocatória aos editores para uma reunião marcada para esta quintafeira, cujas cópias foram entregues à direcção do Jornal de Angola e ao seu gabinete jurídico, além do director nacional de Informação do Ministério da Comunicação Social.

Uma fonte da direcção do Jornal de Angola, que prefere não se identificar, confirmou a exoneração de Caetano Júnior, mas recusou-se a avançar mais pormenores. O porta-voz do Ministério da Comunicação Social, Pedro Cabral, também confirmou a exoneração do sub-director para a Informação, mas remeteu-nos para a direcção do Jornal de Angola com vista a obter mais pormenores sobre o assunto.

Mas, contactadas outras fontes, foinos possível apurar que também está subjacente à exoneração de Caetano Júnior o facto de, alegadamente, apresentar “deficiências” no apuramento dos dados e de tratar de forma pejorativa algumas figuras do Estado, numa clara alusão ao facto de ter grafado errada e involuntariamente o nome do Presidente português Cavaco Silva. O texto não foi publicado, tendo, no entanto, chegado ao conhecimento da ministra, por intermédio do director, um print do referido texto para sustentar a necessidade da exoneração de Caetano Júnior.

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PostPosted: Thu Jul 29, 2010 10:02 am 
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Maiores empresas do Japão entram no mercado angolano


O director-geral do Banco do Japão para Cooperação Internacional (JBIC), um dos maiores do mundo, anunciou ontem, em Luanda, a abertura da sua instituição em financiar projectos japoneses em Angola.
Fumio Hoshi, que chegou ontem a Luanda com uma delegação de 20 altos representantes das maiores empresas do Japão, afirmou que os montantes e as áreas para investimento dependem das necessidades do Executivo angolano.
Nesta sua primeira visita de prospecção comercial, Fumio Hoshi vai discutir, durante três dias, com as autoridades angolanas às prioridades para o investimento.
Fumio Hoshi afirmou, em conferência de imprensa, que Angola constitui uma das prioridades para os negócios do banco que em 2008 atingiu uma carteira de empréstimos de 87,7 mil milhões de dólares. O banco aprovou uma estratégia de financiamento a empresas japonesas em África com montantes não inferiores a 2,5 mil milhões de dólares.
Algumas empresas integradas na missão, como a Toyota Cooperation e a Mitsubishi têm já identificados alguns projectos, que vão contar com apoio do Banco do Japão para Cooperação Internacional. A Toyota, que está em Angola através da Toyota Motors, quer expandir os negócios para outras áreas. Em carteira tem a implantação de uma fábrica de adubo, avaliado em mais de mil milhões de dólares, e a importação, a partir de Angola, de gás natural.
O director Executivo da Toyota Corporation, Takeshi Matsushita, disse que o objectivo é vender gás angolano no Japão e na Europa, além de expandir a rede de vendas de viaturas pelo país. A companhia pretende manter a média de seis mil viaturas comercializadas por ano, alcançada em 2008, antes da crise financeira económica mundial.
A Mitsubishi Cooperation prefere deixar o negócio de viaturas para a Toyota e quer entrar no sector mineiro e da indústria manufactureira. “Ainda não temos definidas as áreas concretas. Tudo depende das conversas que vamos ter com os ministros angolanos”, disse Shigeru Nozaki, conselheiro principal da companhia.
Durante três dias, a missão vai reunir-se com o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Carlos Feijó, com o ministro da Indústria e Geologia e Minas, Joaquim David, com o Presidente do Comité de Reestruturação da Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP), Aguinaldo Jaime, além de outras autoridades nacionais. Consta também um encontro com o representante do Banco Mundial em Angola.
O embaixador do Japão em Angola, Kazuhiko Koshikawa, disse a qualidade das companhias representadas na missão, todas com vendas acima dos 20 mil milhões de dólares, reflecte bem a importância que o seu Governo dá a Angola.


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